No começo era o contrário. No começo eu flutuava e fazia questão de me
esforçar pra ficar no mais alto que era pra não ter que esbarrar em nenhuma beirada
sua. Não era autossuficiência, era medo. E como absoluta covarde que sou, num
soluço de coragem eu pousei. Pousei calculadamente. Mas era só um soluço e a
estação dos ventos não veio pra me levantar de novo. Que estupidez, cegar-se
diante do desconhecido. Foi logo depois de dar alguns poucos passos que
constatei que acabei me machucando no meu pouso, mesmo eximiamente calculado.
Você rodopiava um cata vento em cores para todos os lados que me fez rodar, e
tontear, e perder o ar, e titubear, e me lançar, e eu me perdi. Agora eu vejo
que muito pouco fez sentido antes disso, mesmo sabendo que muito pouco já fizera
sentido pra você um dia. Ironicamente, quem acabou fazendo a cascata na minha
vida foi você. Você me insinua a viver sem precisar de nenhum esforço, sem nem
saber. Você me faz arriscar, menina! Mas é segredo. E é bem contrário ao que eu
pensei... Bem contrário ao começo.
"Comece pelo começo - respondeu o Rei, muito sério - E vá até o fim. Quando terminar, pare." (Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll)
segunda-feira, 13 de maio de 2013
domingo, 24 de março de 2013
Sobre árvores de neon.
No meu já conhecido esgotamento por tanto fazer, decidi pegar meu carro um fim de tarde e ir. Pra qualquer lugar. Sumir. As rodas foram girando até me levarem a uma campina com uma velha árvore sozinha. Sentei-me à sua sombra e fiquei ali observando o laranja do crepúsculo lavar o céu.
Adormeci.
Uma criança escondida debaixo de uma mesa velha de venda de rua. A época é outra, muito distante. Ela está enrolada em uma capa, com o capuz cobrindo o resto. Ela respira nervosamente e parece esconder algo sobre a capa.
Uma explosão. Meu Deus, o que está acontecendo? Tudo treme e uma poeira se espalha em toda parte. A criança tosse. Respira fundo, olha por sobre a mesa e corre. Corre tanto que tenho que lutar para acompanhá-la.
Há pessoas mortas no chão e muitos feridos espalhados. É um cenário de guerra. Talvez seja uma, eu não sei...
Um homem fardado em preto agarra a criança por trás. O capuz cai, é uma menina. Ela se debate duramente tentando se livrar daqueles braços estupidamente fortes que a sufocam. Por fim ela o morde. Ele grita um grito surdo, coberto pelo barulho de outra explosão e a solta. A menina então recoloca o capuz e volta a correr.
Quando o homem a soltou, ela provavelmente se machucou na queda, agora manca da perna esquerda mas corre. Ainda muito.
Ela se afasta cada vez mais do vilarejo que estávamos. Vendo mais de longe posso afirmar: é uma guerra. Há tanques por toda parte e zeppelins, muitos deles circulando o céu.
A menina agora entra em um túnel muito baixo, preciso ficar de joelhos para conseguir atravessá-lo. Ao fim do túnel há três lobos. O macho alfa com seus dentes à mostra. A menina para um instante assustada. Com muito cuidado ela se aproxima dos lobos que começam a fazer barulhos ferozes com suas gargantas. Ela estende a mão e consigo ver alguma coisa nela, como se fosse uma espécie de tatuagem, algum símbolo gravado. Ela acaricia o macho alfa e os lobos vão andando. Vão embora, uivando. A menina olha pra mim com grandes olhos cor de cobre e volta a correr.
Estamos de frente a um grande barranco. Ela começa a escalar. Eu fico apreensiva olhando-a. Sua destreza é impressionante, mas não mais do que a altura daquilo. Num susto vejo que seu pé esquerdo, o da perna machucada, escorregou e ela está caindo. Corro para segurá-la pouco antes que ela atingisse o chão. Ela arqueia seu corpo e geme baixinho. A queda deve ter lhe causado dor. Eu a coloco então em minhas costas e amarro sua capa em torno de mim de forma que ela está firmemente presa. E começo minha escalada.
Não parece que carrego alguém comigo. O peso da criança é o de uma pluma e eu não entendo. A subida fora menos difícil do que o que calculei. Chegando ao topo, a libertei de mim. Ela olhou para traz, para o que restava de um vilarejo ainda em processo de final destruição. Abaixou a cabeça e segurou minha mão.
Ela está novamente correndo. Agora me levando com ela. Um pouco a frente na colina ela para e começa a cavar o chão. Sem entender eu repito sua ação. Ela tira então da capa uma pequena muda de alguma planta que eu não conheço e coloca em minhas mãos.
O que eu devo fazer, plantá-la? Que sentido faz isso? Para que plantar uma árvore em meio a uma guerra devastadora? Não entendo... Ela olha pra mim cor urgência em seu olhar cor de cobre e eu a obedeço. Eu planto a muda e apalpo a terra para que fique firme. Ela olha para cima, para o céu cinza de fumaça. Começa então a chover. Uma chuva fina, tímida e fria... Ela olha para mim e sorri. O sorriso mais bonito que consigo me recordar de já ter visto. E então ela está ficando distante, os barulhos antes ensurdecedores da guerra começam a cessar... Não sinto mais a chuva tão fria... Eu...
Acordei.
Adormeci.
Uma criança escondida debaixo de uma mesa velha de venda de rua. A época é outra, muito distante. Ela está enrolada em uma capa, com o capuz cobrindo o resto. Ela respira nervosamente e parece esconder algo sobre a capa.
Uma explosão. Meu Deus, o que está acontecendo? Tudo treme e uma poeira se espalha em toda parte. A criança tosse. Respira fundo, olha por sobre a mesa e corre. Corre tanto que tenho que lutar para acompanhá-la.
Há pessoas mortas no chão e muitos feridos espalhados. É um cenário de guerra. Talvez seja uma, eu não sei...
Um homem fardado em preto agarra a criança por trás. O capuz cai, é uma menina. Ela se debate duramente tentando se livrar daqueles braços estupidamente fortes que a sufocam. Por fim ela o morde. Ele grita um grito surdo, coberto pelo barulho de outra explosão e a solta. A menina então recoloca o capuz e volta a correr.
Quando o homem a soltou, ela provavelmente se machucou na queda, agora manca da perna esquerda mas corre. Ainda muito.
Ela se afasta cada vez mais do vilarejo que estávamos. Vendo mais de longe posso afirmar: é uma guerra. Há tanques por toda parte e zeppelins, muitos deles circulando o céu.
A menina agora entra em um túnel muito baixo, preciso ficar de joelhos para conseguir atravessá-lo. Ao fim do túnel há três lobos. O macho alfa com seus dentes à mostra. A menina para um instante assustada. Com muito cuidado ela se aproxima dos lobos que começam a fazer barulhos ferozes com suas gargantas. Ela estende a mão e consigo ver alguma coisa nela, como se fosse uma espécie de tatuagem, algum símbolo gravado. Ela acaricia o macho alfa e os lobos vão andando. Vão embora, uivando. A menina olha pra mim com grandes olhos cor de cobre e volta a correr.
Estamos de frente a um grande barranco. Ela começa a escalar. Eu fico apreensiva olhando-a. Sua destreza é impressionante, mas não mais do que a altura daquilo. Num susto vejo que seu pé esquerdo, o da perna machucada, escorregou e ela está caindo. Corro para segurá-la pouco antes que ela atingisse o chão. Ela arqueia seu corpo e geme baixinho. A queda deve ter lhe causado dor. Eu a coloco então em minhas costas e amarro sua capa em torno de mim de forma que ela está firmemente presa. E começo minha escalada.
Não parece que carrego alguém comigo. O peso da criança é o de uma pluma e eu não entendo. A subida fora menos difícil do que o que calculei. Chegando ao topo, a libertei de mim. Ela olhou para traz, para o que restava de um vilarejo ainda em processo de final destruição. Abaixou a cabeça e segurou minha mão.
Ela está novamente correndo. Agora me levando com ela. Um pouco a frente na colina ela para e começa a cavar o chão. Sem entender eu repito sua ação. Ela tira então da capa uma pequena muda de alguma planta que eu não conheço e coloca em minhas mãos.
O que eu devo fazer, plantá-la? Que sentido faz isso? Para que plantar uma árvore em meio a uma guerra devastadora? Não entendo... Ela olha pra mim cor urgência em seu olhar cor de cobre e eu a obedeço. Eu planto a muda e apalpo a terra para que fique firme. Ela olha para cima, para o céu cinza de fumaça. Começa então a chover. Uma chuva fina, tímida e fria... Ela olha para mim e sorri. O sorriso mais bonito que consigo me recordar de já ter visto. E então ela está ficando distante, os barulhos antes ensurdecedores da guerra começam a cessar... Não sinto mais a chuva tão fria... Eu...
Acordei.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Sobre arquitetura.
Carro na garagem, o caminho agora é a sala, pé por pé até os vidros da caixa de joias em que a bailarina rodando sou eu. Liberta e presa em mim mesma, emano sem medo minhas luzes para quem quer que passe e queira ver. Afinal é noite, e a noite também sou eu. Na sala minha poltrona vermelha, tantas vezes meu divã que consigo até ouvir minha consciência bradar com ela mesma: "Ah, Lia!". Mas o passado passou e eu guardei minha nostalgia do lado de fora, ao centro, nem cá nem lá, só ali. E eu vivo na minha característica solidão aberta. Onde eu sempre posso ser eu, desde que os lados estejam todos cercados, para que eu continue sempre a me perder dentro de mim. Afinal é noite, e como minha casa bem diz, durante o dia basta o bonito e aceitável, à noite deixe que a luz se espalhe por onde bem entender. É questão de extensão... Minha casa sou eu de concreto e eu sou minha casa de pulmão.
Texto produzido na aula de Projeto I ministrada por Sérgio e Júnia, conforme proposta, inspirado na casa Single-Family Studio Residence (foto) do arquiteto Wendell E. Burnette. A casa foi construída em meio a um deserto, revestida em vidro e com blocos de concreto cercando-a por todos os lados. Possui três pisos, sendo: garagem no primeiro, residência e varanda lateral no segundo, terraço e piscina no terceiro.
Texto produzido na aula de Projeto I ministrada por Sérgio e Júnia, conforme proposta, inspirado na casa Single-Family Studio Residence (foto) do arquiteto Wendell E. Burnette. A casa foi construída em meio a um deserto, revestida em vidro e com blocos de concreto cercando-a por todos os lados. Possui três pisos, sendo: garagem no primeiro, residência e varanda lateral no segundo, terraço e piscina no terceiro.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Sobre cara e coroa.
Sou Reinaldo, sou eu, sou meu.
De viver sozinho vou andando,
Pelas saborosas portas de bares
E abertas bocas que já bebi
Ou já beijei.
Sou Reinaldo, sou glória, sou Rei!
Tentando me equilibrar, contando o saldo
E pensando
“Vai Reinaldo, que ser amigo da coroa é mais fácil que ser
Rei.”
Sou Reinaldo, sou Juan, Juan De Naldo.
Seu amante, seu cantante, seu suor,
Mas ao passar por cima de mim, minha joia rara,
De Mahal resta-me apenas no peito um ferido deus.
Sou Reinaldo, indo e vindo, e fui.
Já amei demais por nós dois, meu amor
E não posso mais,
Passárgada passou e eu fiquei.
Sou Reinaldo, nada.
Vou reinando o nada, do nada sou Rei.
Sou nada, Naldo. Sou Reinaldo e só.
Apenas um poeta sem inspiração [e fim.]
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
E aos 45 do segundo tempo...
You took my heart and you had in in your mouth
And with the word all my love came rushing out
And every whisper it's the worst
Empty though by a single word
There is a hollow in me now
And every whisper it's the worst
Empty though by a single word
There is a hollow in me now
So I put my faith in something unknown
I'm living on such sweet nothing
But I'm tired of hope with nothing to hold
I'm living on such sweet nothing
And it's hard to learn
And it's hard to love
When you're giving me such sweet nothing
You're giving me such sweet nothing
I'm living on such sweet nothing
But I'm tired of hope with nothing to hold
I'm living on such sweet nothing
And it's hard to learn
And it's hard to love
When you're giving me such sweet nothing
You're giving me such sweet nothing
It isn't easy for me to let it go
Cause I swallowed every single word
And every whisper, every sigh
It swept this heart of mine
And there is a hollow in me now
Cause I swallowed every single word
And every whisper, every sigh
It swept this heart of mine
And there is a hollow in me now
So I put my faith in something unknown
I'm living on such sweet nothing
But I'm tired of hope with nothing to hold
I'm living on such sweet nothing
And it's hard to learn
And it's hard to love
When you're giving me such sweet nothing
You're giving me such sweet nothing
I'm living on such sweet nothing
But I'm tired of hope with nothing to hold
I'm living on such sweet nothing
And it's hard to learn
And it's hard to love
When you're giving me such sweet nothing
You're giving me such sweet nothing
And it's not enough
To tell me that you care
When we both know
The words are empty air
You give me nothing!
To tell me that you care
When we both know
The words are empty air
You give me nothing!
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Sobre dias nublados.
Chegando, trancou a porta e foi deixando rastros pela casa
enquanto andava, como se desmontasse. Bolsa, sapatos, casaco, brincos,
chaves... Virou os porta retratos -com sua foto de criança acompanhada dos pais
e a foto adulta com o namorado ausente – para baixo. Tirou as roupas que ainda
lhe restavam no corpo e colocou um blusão. Ligou baixo o som na sala e foi para
a cozinha preparar uma dose do que tivesse no armário.
Passou por todos os canais da TV até desliga-la. Revirou-se
em todas as posições imagináveis e inimagináveis pelo sofá até parar estirada
no chão. Fechou os olhos por alguns minutos. Escuro.
Desligou o som e voltou para a cozinha. Enquanto preparava
outra dose, o reflexo do sol no armário atingiu-lhe em cheio o rosto. Ela virou
de costas e viu a enorme porta da sala para a varanda. Caminhou até lá, viu o
sol se punha e acompanhou com a cabeça um pássaro que mergulhava cortando o ar
à sua frente. Olhou para baixo, recostou a cabeça no parapeito como se
cochilasse. Fechou bem os olhos, respirou fundo e ergueu-se.
Vou pular.
Passou uma perna sobre o parapeito. E a outra.
Sentada, olhou para baixo – os carros e pessoas passando – e
sentiu medo da altura. Virou-se rapidamente a cabeça para frente.
Alguém a observava. Era um homem no prédio em frente ao seu,
15º andar. Estava sem camisa, parado à sacada num jeans claro. Fez que não com
a cabeça para Lisandra, ao ponto em que ela começou a chorar. Ele fez sinal
para que ela esperasse e entrou. Pouco depois voltou à sacada com uma rosa
vermelha na mão. Ergueu-a em direção à Lisandra e depois jogou-a. Um voo livre
até o asfalto que fez Lisandra desequilibrar-se enquanto acompanhava.
Recuperando o equilíbrio e o susto, ela olhou novamente para o homem, agora
assustado. Ela não conteve mais algumas lágrimas e fez que não para ele num
gesto de cabeça. Foi quando então ele passou uma perna por sobre o parapeito, e
a outra. Estavam agora os dois sentados às suas varandas. Um olhando fixa e
profundamente para o outro. Ficaram assim por alguns minutos, como se suas
almas se tocassem e deixassem entender. Lisandra impulsionou-se mais um pouco
para frente e observou que o homem fez o mesmo. E de novo. Quase já de pé, os
dois, a um suspiro da queda, Lisandra reparou uma única lágrima percorrer o
rosto daquele homem.
Como um reflexo, Lisandra suspirou como se puxasse um pouco
de vida junto com o ar frio. Sentou-se novamente e o mesmo fez o homem. Voltou
uma perna para dentro da varanda e a outra. E o homem.
De pé, cada um dentro de sua respectiva sacada, continuaram
a se olhar.
Ele sorriu.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Sobre verdades e amores.
Melhor lido ao som de: http://www.kboing.com.br/lana-del-rey/1-1101573/
My old man is a bad man
My old man is a bad man
But I can't deny the way
he holds my hand
And he grabs me, he has
me by my heart
Ela é uma perfeita mulher a la década de 50. Ele, um gangster famoso por
nunca ter sido pego pela polícia.
He doesn't mind I have a
Las Vegas past
He doesn't mind I have a
L.A. crass way about me
He loves me with every
beat of his cocaine heart
Ela pronuncia essas palavras apoiada na beirada da piscina enquanto
observa seu homem deitado ao sol.
Swimming pool glimmering,
darling
White bikini off with my
red nail polish
Watch me in the swimming
pool
Bright blue ripples, you
Sitting sipping on your
black cristal, yeah
Ela sai da piscina e vai andando em sua direção. Deita ao lado dele na
cadeira e pega sua bebida.
Light of my life, fire in
my loins
Be a good baby, do what I
want
Light of my life, fire in
my loins
Gimme them gold coins,
gimme them coins
Ela o beija, divide com ele o cigarro e se recosta em seu peito.
And I'm off to the races
Cases of Bacardi chasers
Chasin' me all over town
Cause he knows I'm wasted
Facing time again on
Rikers Island
And I won't get out
Because I'm crazy, baby
I need you to come here
and save me
I'm your little Scarlet,
starlet
Singing in the garden
Kiss me on my open mouth
Ready for you
Ele a beija e desliza sua mão pelo corpo da mulher.
- x -
My old man is a tough man
But he got a soul as
sweet as blood red jam
And he shows me, he knows
me
Every inch of my tar
black soul
Ela está enrolada nos lençóis ao lado dele na cama o olhando dormir.
He doesn't mind I have a
flat broke down life
In fact he says he thinks
it's what he might like about me
Admires me, the way I
roll like a rolling stone
Ela o acaricia.
Likes to watch me in the
glass room
Bathroom, Chateau Marmont
Slipping on my red dress,
putting on my make up
Glass room, perfume,
cognac, lilac fumes
Says it feels like heaven
to him
Ela está se arrumando numa penteadeira enquanto ele a observa na porta
do aposento. Eles se encaram pelo espelho.
Light of his life, fire
of his loins
Keep me forever, tell me
you own me
Light of your life, fire
of your loins
Tell me you want me,
gimme them coins
Ela levanta e vai de encontro a ele até a porta. Chegando, para. Ele
alisa seus cabelos acompanhando o contorno de seu rosto e segura seu queixo.
And I'm off to the races
Cases of Bacardi chasers
Chasin' me all over town
Cause he knows I'm wasted
Facing time again on
Rikers Island
And I won't get out
Eles descem uma grande escadaria que dá no salão de festas da mansão
onde vivem.
Because I'm crazy, baby
I need you to come here
and save me
I'm your little Scarlet,
starlet
Singing in the garden
Kiss me on my open mouth
Ela sopra os dados para lhe dar sorte.
Yeah, I'm off to the
races, laces
Leather on my waist is
tight
And I am falling down
I can see your face is
shameless
Cipriani's basement
Love you but I'm going
down
Ele é um excelente jogador.
God I'm so crazy baby
I'm sorry that I'm
misbehaving
I'm your little Harlot,
starlet
Queen of Coney Island
Raising hell all over
town
Sorry 'bout it
Eles dançam juntos, colados um ao outro. Ele se afasta, beija sua mão
olhando eu seus olhos, e a deixa. Vai andando para a porta do salão. Ela sabe o
que ele vai fazer agora.
My old man is a thief
And I'm gonna stay and
pray with him 'till the end
Ela tem um copo de champanhe na mão e vai andando lentamente em direção
à porta por onde ele passou, observando-o ir. Pronuncia cada palavra num
sussurro.
But I trust in the
decision of the Lord to watch over us
Take him when he may, if
he may
I'm not afraid to say
that I'd die without him
Ela abaixa o braço fazendo com que o champanhe derrame no chão.
Who else is gonna put up
with me this way?
I need you, I breathe
you, I'd never leave you
They would rue the day I
was alone without you
A taça cai. Quebra-se.
-x-
You're lyin' with your
gold chain on
Cigar hanging from your
lips
Ela atravessa a sala em direção à poltrona onde ele está deitado. Ele
fuma um cigarro, tem um copo de uísque na mão e uma atadura no peito. Ela diz:
I said
"Hun, you never
looked so beautiful
As you do now, my
man"
Eles estão na rodovia, ele dirige, ela tem seus cabelos dançando pelo
vento.
And we're off to the
races, places
Ready, set the gate is
down
And now we're going in
To Las Vegas, chaos
Casino oasis
Honey it's time to spin
Ele tem uma mão no volante e a outra na perna dela.
Boy you're so crazy baby
I love you forever, not
maybe
Ela acaricia o cabelo dele enquanto diz:
You are my one true love
You are my one true love
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